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Sem título

Ja dizia o sábio
“os olhos são as janelas da alma”
Para qual alma?
Sua alma?
Minha alma?
Qual seria a alma
De um mundo desalmado
Que não consegue enxergar
Com seus olhos
Menos ainda com seu coração
A dor, o sofrimento alheio
Não consegue lhe estender a mão!
Para uma alma desalmada
Só há uma solução
Quando perde seu sentido
E aquilo que lhe trazia cor
Parace que enfim pode atribuir
O real valor
A que preço?
Porque precisa ser assim?
Não poderia essa alma
Simplesmente se deixar esvaziar
Da sua altivez, do seu orgulho
E passar a simplesmente enxergar?

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