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Em meio à quarentena

Minha garganta aperta
E eu não consigo pensar
É que a mente desperta
Quando o sentimento, o corpo deixa extravasar

A frustração é companheira
Dos dias de solidão
Porque sem ter alguém do lado, na hora derradeira
A solitude se transforma em emoção

Instrínseca, pelas veias do corpo, flui
E traz consigo reflexões sem fim
Será que eu sou ou fui?
O que será de mim?

Nos dias de mesas fartas
Me coloco a questionar
Será que sou merecedora
De tudo o que eu deixo faltar?

Por fim, eu suplico
Que momentos como esse, sempre possam existir
Pra que na vida, que eu tanto complico
Eu possa sempre resistir

E aos revezes, que certamente virão
Timidamente, eu exclamo
Tudo passa, ainda que com sofreguidão!

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